Economia reage e o mercado imobiliário corporativo ganha velocidade na absorção.

Economia reage e o mercado imobiliário corporativo ganha velocidade na absorção.

Os últimos trimestres de 2017 mostraram que o mercado empresarial começou a reagir e ganhar velocidade. Nesta esteira, o mercado imobiliário que atende escritórios, logística, industrial e varejo ganha velocidade de negócios e as empresas já começam a retomar a expansão de suas operações.

O varejo foi perceptivelmente, o subsegmento que mais cresceu em 2017 no mercado de imóveis corporativos. A vedete foram as lojas de rua que estão mudando o cenário das ruas paulistanas, em que centenas de lojas apareceram aonde figuravam apenas placas de “aluga-se”. Estas empresas também ocuparam galerias, shoppings, edifícios e todo tipo de imóveis disponíveis, em sua grande maioria ocuparam imóveis entre 250 e 500m2.

As grandes ocupações de escritórios aconteceram em 2017 e devem acelerar em 2018. Embora indicadores mostrem absorção líquida negativa, temos que notar que o mercado de São Paulo absorveu 450mil m2 em 2017. Em minha opinião, o mercado está seletivo e buscando imóveis de qualidade, o que não significa imóveis de luxo, mas sim, imóveis com excelente custo total de ocupação, mobilidade urbana, imagem corporativa e aderência a programas de compliance internacionais.
Os proprietários ainda estão um pouco confusos com esta nova modalidade mais profissional e focada de contratação de locações. Pouco tempo atrás, as empresas contratavam qualquer imóvel, pois a disponibilidade era quase zero, e para uma empresa crescer tinha que investir em seus próprios imóveis. Com a grande disponibilidade de edifícios de alta qualidade e aderentes a certificações de sustentabilidade, o locatário ganha opções, tornando a seleção mais técnica e pautada em quesitos reais.
Ganha o mercado como um todo. E infelizmente, os edifícios com plantas de baixa qualidade de ocupação, tecnologia defasada, preços fora de mercado, critérios comerciais pouco claros e fora do aceitável, estão literalmente encalhados.

Para se ter uma ideia do que estou falando, um dos edifícios nobres de São Paulo chega a ter diferença de 35% entre a área locável e a área de carpete, ou seja, a área utilizável pelo cliente torna-se muito mais cara do que a concorrência, obviamente ficando o espaço encalhado. No segmento de salas comerciais é ainda pior, um edifício em São Paulo estava comercializando salas a R$ 17.000 o metro quadrado, mas a sala tinha uma sacada técnica de mais de 9m2, para uma área total de 32m2. Quem paga R$ 17.000/m2 em uma sacada técnica de uma sala comercial? A culpa é da crise? Me desculpem, mas na minha leitura o prédio foi mal planejado.

Outro ponto importante são os edifícios antigos localizados em locais nobres, totalmente fora do padrões técnicos atuais, mas que os proprietários insistem em cobrar valores de aluguel próximo aos de prédios novos, como acontece na Paulista, Berrini e Faria Lima, aonde prédio antigos chegam a pedir entre R$ 90,00 a R$ 120,00 o metro quadrado, em condomínios e IPTU caros, tornado-os pouco atrativos, e encalhados. Vejam que R$ 90,00 o valor de locação nem sempre é o problema, mas sim, o custo total de locação, aonde somamos todos os valores que o locatária terá que desembolsar mensalmente, o que torna alguns prédios antigos muito próximos em valores dos prédios novos.

A Avenida Paulista está aos poucos se renovando, percebo porque meu escritório é na Avenida Paulista. O varejo dominou e mudou a cara dela. Novas ocupações são sentidas no ritmo das caçambas de obras, que se amontoam nas ruas.

Auto:
Luis Fernando Gardel Deak
Advogado OAB/SP
Consulte sempre um advogado ANTES de fazer o negócio.

 

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